A VERDADEIRA
eu procuro não dizer - talvez porque seja a maior das verdades dessas que, de tão sinceras, não se pode acreditar. não quero causar espanto nem pena, nem revolta nem quero ouvir palpites não adiantaria. trata-se de uma verdade... simplesmente. dessas que vêm da essência dessas que estão na origem na criação do tudo no desfacelar do nada. acontece que, ultimamente, essa verdade vem se mostrando freqüente por mais que eu ria, que me sinta grata por mais que ouça palavras amigas, melodias encantadas
não tem jeito ela não some não sara. então, tento não chorar e choro. procuro não correr e vôo. procuro calar e falo. volto ao mesmo lugar... aprendi a te encarar verdadeira ou não sei que te conheço e não ligo quando você toma meu lugar. assim tão fria assim tão lenta assim... melancolia.
Escrito por Paula Biza às 01h33
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