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comme d´habitude
 


OLHAI PRO CÉU

E o que virá depois? – era tudo o que eu não queria me perguntar.

 

Mas o que me instigava era aquela luz, aquela forte luz que vi nascer. Tal qual uma estrela cadente, ela brilhou intensamente e, me pegando distraída, por pouco não se foi sem que eu notasse. Felizmente, tive a sorte de, naquele exato instante, estar olhando em sua direção.

 

Vi-a ascender, criar força, irradiar seu brilho no ar e, abruptamente, desaparecer. Ainda lembro que, ao atingir o auge, senti toda a sua intensidade e imaginei jamais me distanciar daquele momento. Acontece que outras luzes se acenderam, veio o Sol e, quando olhei ao redor, já não havia estrela alguma. Mal pude ver seu rastro fulgaz...

 

Estrela. Tão pequena, mas que marcou pra sempre a minha memória.

Estrela que eu não escolhi.

Estrela que surgiu tão simples e permaneceu comigo, tão imensa.

 

Nalgum céu ela ainda há de brilhar. E lá eu também estarei – eu sei. Porque estrelas sempre carregam em si o passado, o presente e o futuro.

 

Estrelas é que sabem viver.



Escrito por Paula Biza às 14h39
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