Prefiro não lembrar - e acabo esquecendo.
Vejo o que ficou pra trás, enquanto tudo vai amanhecendo.
Mesmo sem querer, o tempo pede pressa.
Teimosa, insisto em não lhe dar atenção.
Mudo apenas o que não interessa – o sonho, a alma, a dor e a canção.
Devo querer, devo amar - e acabo pulando de paixão em paixão.
Querendo fazer a melhor escolha, transformo o acaso em solução.
Desdenho o que tenho pra brigar por ilusão.
Perco a razão, não vejo sentido.
Choro sozinha o choro contido.
Guardo um segredo, uma história, outras mentiras.
Ensino a lição, revelando fantasias.
Não sei pedir - nem quero.
Venha o que tiver que vir - por temer não se sabe o quê, espero.
Contraditória, digo que sim.
Lúcida, penso que não.
Confundo quem pensa entender: eu, ele e você.
Brinco de chegar, sinto por partir.
Minto pra te amar - lindo é sorrir.