O QUE É, ENTÃO, QUE VOCÊ ME TRAZ?
É tão questão de ritmo
É não querer controlar o tempo
É mais saber pra onde vai o vento
E então brigar, pelo seu contentamento.
É bem querer acertar o passo
É deixar correr sem afrouxar o laço
É, então, fluir como um beijo lento
Ou, senão, partir no melhor momento.
É ouvir especialmente o que não foi dito
É saber ler, embora não esteja escrito
É se apropriar de cada sentimento
Ser como se é, em todo movimento.
Talvez seja a ausência
Talvez seja a sua companhia
Mas pra que saber?
Se dizer o que é eu não saberia...
Escrito por Paula Biza às 11h24
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